RUGBY BASICO

12/03/2015 10:10

                                                 

Sobre o rugby, quais são as vantagens de praticá-lo?

Resumidamente: o rugby melhora os sistemas cardiovascular e cardiorrespiratório, aumenta a força dos membros inferiores e potência dos membros superiores, desenvolve a musculatura profunda, regula o sistema nervoso autônomo (controla, por exemplo, o batimento cardíaco), melhora as capacidades coordenativas - como a reação motora e as coordenações -, melhora as habilidades manuais, locomotivas e de sustentação. Além disso, constata-se que o rugby incrementa a sociabilização, melhora da auto-estima, a auto-imagem, traz benefícios ao sono, confere ao praticante consciência dos seus limites e de seus sonhos, diminui os riscos das doenças crônicas, diminui o stress e a ansiedade, dá um envelhecimento mais saudável e, por necessitar muito da capacidade de solucionar problemas, por exemplo, quando passar a bola, para quem passá-la, e como passá-la (além da oxigenação cerebral), aprimora a capacidade intelectual do seus praticantes.

 

Período mínimo para fazer efeito
- Em crianças e jovens, as melhorias físicas e técnicas podem aparecer em dois ou três meses.

Gasto calórico médio
- De 500 a 900 Kcal/h, dependendo da intensidade do treino.
 

Quem pode fazer ? 
- Por ser um jogo com diversas funções, o rugby aceita todo mundo: há lugar para jogadores altos ou baixos, magros ou gordinhos, homens ou mulheres.

 

 O Rugby possui inúmeras Regras, mas algumas são mais básicas e mais visíveis ao desenrolar do jogo. Vou dar uma resumida master só com alguns fundamentos mais básicos:

 

Try: 

Consiste em chegar a linha de fundo do adversário (In goal), e apoiar a bola no solo. 
O contato mão-bola-solo deve existir, mesmo que por um instante para o try ser validado. 
vale 5 pontos, e da direito a um chute de bonificação de 2 pontos, chamado conversão. 

Tackle: 

Meio mais eficiente de cessar o ataque adversário, deve ser feito com os ombros/braços. 
O jogador pode ser atingido em qualquer região abaixo do pescoço. 
O jogador deve ir ao chão junto com o adversário, e solta-lo imediatamente após o tackle ser dado. 


Ruck: 

Formação onde o time em posse de bola a mantem protegida após um tackle do adversário. 

Maul

É uma formação, onde a proteção da bola é feita em pé. 


Passes: 

Utilizando as mãos o passe só pode ser feito para trás, resultando na evolução do jogo, por meio da quebra da linha de vantagem, onde o jogador deve correr em direção a linha de fundo (in goal), do seu adversário. 


Chutes: 

Com as bolas em mãos o jogador possui a possibilidade de chuta-la. 
Para frente afim de recupera-la e dar continuidade ao jogo. 
Para lateral, afim de ganhar terreno (porém a posse de bola passa a ser do adversário) 
Para os postes, afim de marcar 3 pontos com um modo de chute chamado Drop-Kick, onde a bola deve tocar o solo antes de ser chutada. 
 

 

Scrum: 

Disputa de bola mais conhecida, onde os 8 forwards (jogadores mais pesados), se abraçam e se chocam com a formação adversária para disputar com os pés, a bola introduzida pelo time em posse. 


Line-out: 

Disputa de bola, ocasionada pela saida da bola pela linha lateral. 
Os jogadores se alinham e se erguem afim de ganhar vantagem sobre a bola que atirada ao meio das duas filas, pelo time em posse da bola. 


Penal: 


Marcado Penal (Penalidade), o jogador com a bola em mãos possui a possibilidade de: 
- Chuta-la para lateral, com a posse de bola ainda sendo sua. 
- Pode chuta-la aos postes, para ganhar 3 pontos. 
- Pode sair jogando. 

 

O CAMPO:
                      O campo é de formato retangular, tem comprimento máximo de 144 metros e largura máxima de 70 metros. É dividido pela linha do meio de campo que separa os dois lados. Também é dividido em 2 regiões de touch in goal entre 10 e 22 metros de comprimento. A superfície deve ser de grama, mas também pode ser areia, barro, neve ou grama artificial. O jogo pode ser sobre a neve, desde que a neve e a superfície subjacente sejam seguros para tal. Não é permitido jogar-se em uma superfície dura permanente como concreto ou asfalto. E no caso de grama artificial, elas devem estar em conformidade com o Regulamento 22 da IRB.                      

                               

 

E quanto aos riscos?

Claro que os riscos osteomusculares e de cortes ao tecido epitelial no rugby são conhecidos, justamente por ser um esporte com contato. Mas, todo esporte e qualquer exercício sempre vai oferecer riscos, porém quando se trata de uma atividade física de alta intensidade como rugby, que exige do coração picos de contrações, os riscos podem aumentar para pessoas insuficientemente ativas, pois elas não receberam por completo os benefícios da atividade física, e abusam do sistema cardíaco, sem estar preparado para suportar tais cargas.

Aqueles jogadores de fim de semana, que não se cuidam, não praticam regularmente durante a semana, com sobrepeso, fumantes, que consomem bebidas alcoólicas em excesso, ou não se recuperam completamente das lesões, têm uma chance muito maior de sofrer novas lesões, tanto em articulações, como artrite, artrose, rompimento ligamentares e de tendões, complicações musculares como câimbra, rompimentos e estiramentos da fibra muscular, além do risco de problemas agudos cardíacos como infarto, arritmias, obstrução de arteriais coronarianas, causas que podem levar até a morte.

Para usufruir a melhora que o rugby pode oferecer da juventude ao envelhecimento é necessário ter os exames médicos em dia, uma alimentação correta, e ter um treinamento adequado ao nível do praticante bem supervisionado, com duração e intensidade corretas, para que realmente as mudanças psicofísicas possam ocorrer. Parece difícil, mas é fazer o correto para que se alcance o melhor. Dicas do especialista

Para os que estão começando, é necessário o uso das proteções devidas (orelha, boca e ombros) e muita paciência: os movimentos são complexos, e demandam algum tempo de aprendizado. Como o rugby é um esporte pouco conhecido no Brasil, também é fundamental praticá-lo em instituições que desenvolvam um trabalho sério e competente. 
Flávio Santos (Fisioterapeuta e professor de Rugby).